Existem três caminhos

Existem três caminhos: o certo, o errado e o do coração.
O caminho certo nem sempre é o certo;
O caminho errado nem sempre é o errado;
O caminho do coração é sempre o caminho do coração”.
– Ditado Inca

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Teatro de Kabuki

Kabuki é uma das formas mais representativas das artes teatrais japonesas. Seu inicio remonta a ultima parte do século dezesseis e graças a uma evolução contínua e extensiva foi aperfeiçoado até atingir o atual estado de refinamento clássico. Embora não desfrute do mesmo esplendor de antanho, o teatro Kabuki goza de uma ampla popularidade no seio do povo, atraindo, ainda nos dias de hoje, um grande auditório.

Durante o período geralmente chamado de Era Yedo, no curso do qual teve lugar o desenvolvimento do Kabuki, foi observada mais rigidamente a distinção entre casta guerreira e a plebe do que nos noutros tempos da historia japonesa. A arte do Kabuki foi cultivada principalmente pelos mercadores daquela época. Estes se haviam tornado, cada vez mais fortes sob o ponto de vista econômico, mas tiveram de continuar em situação de inferioridade social porque pertenciam à classe plebéia. Para eles, Kabuki foi, quiçá, significante como meio artístico para manifestar suas emoções sujeitas a tais condições. Assim, os temas fundamentais do teatro Kabuki são conflitos entre a humanidade e o sistema feudal. Graças principalmente a esta qualidade humanística, obteve o teatro em questão uma popularidade tão duradoura no seio do publico em geral daquela época e assim permanece até hoje.
O sentido etimológico da palavra “Kabuki” é “oblíquo”. Posteriormente, chegou a ser usada para indicar qualquer inclinação acentuada para certos gostos. O que se conhecia como drama Kabuki era sua forma mais antiga, uma espécie de drama ligeiro em que os principais personagens eram cantores e dançarinas.

Para a época tal fato constituía um notável empreendimento, com sua arrojada representação e suas danças enfaticamente sensuais. Daí, o público lhe ter dado o nome de dança Kabuki, em seu sentido original “Excêntrico”, desempenhou um papel essencial como uma sub-corrente sempre influente através do desenvolvimento da arte dramática do Kabuki.
A única característica da arte Kabuki, e talvez a mais significativa na conservação do invulgar espírito Kabuki é o fato de que não utiliza, absolutamente, qualquer atriz. Todos os papéis femininos são representados por elementos masculinos conhecidos como “onnagata”. Como foi mencionado acima, os atores do drama Kabuki, em seu estado primitivo, eram principalmente mulheres, e a maioria dos espectadores naquela época estava realmente mais interessada na beleza das atrizes do que nas suas representações no palco. Com a crescente popularidade do Kabuki, muitas das atrizes começaram a despertar atenção indevida dos admiradores masculinos. As autoridades compreenderam que tal situação acabaria com uma séria desmoralização do público e em 1629 foi oficialmente proibida a apresentação de mulheres em palcos teatrais.

Taikô – Tambores

  

A palavra taiko tanto pode definir a música de percussão executada          com tambores quanto o instrumentos em si. Presente na história da  música japonesa há pelo menos 1.500 anos, antigamente o tambor  era considerado um dos símbolos da comunidade rural, pois se dizia  que o limite da aldeia era determinada não só geograficamente, mas  também pela distancia que o som da batida era ouvido.

 Também chamado de tambor japonês ou percussão tradicional  japonesa, o taikô é usado normalmente em cerimônias religiosas (mais nos festivais shintô do que budistas), festividades (matsuri) e shows artísticos. Coberto por uma superfície de membrana animal, ele pode ser encontrado em diversas formas e tamanhos. O chodô-daiko por exemplo, possui 1,50 metros de diâmetro.

Uma característica do taiko japonês é a seqüência de notas. Seu som é completamente diferente de uma bateria, pois sua afinação constante propõe ao ouvinte uma participação singular em que ritmo, intensidade e coreografia criam a cada peça uma experiência única.

O Taiko requer do músico disciplina, concentração e excelente preparo físico. Até recentemente foi uma arte reservada aos homens mas agora mulheres também participam do grupo de taiko.

Coréia: A dança das máscaras

“O povo da aldeia de Hahoe, em Andong, diz que quando você morre e passa para o outro mundo, o Deus da Morte pergunta se você assistiu a dança Hahoe. Caso contrário, ele lhe mandará de volta direto para este mundo. A dança Hahoe é muito importante…

As danças das máscaras tem muitos nomes na cultura coreana tradicional: t’alch’um, sandae-nori, ogwangdae-nori, yayu, pyolshin-gut-nori. Sandae-nori é o nome usado para a dança da máscara e drama de dança da máscara na região de Kyonggi, em Seul. Na parte norte da Coréia, o termo t’alch’um – literalmente “dança da máscara” – é usado. No sudeste, pessoas usam o termo yayu. Atualmente ainda são executadas 14 danças das máscaras tradicionais.

As danças das máscaras ofereciam as pessoas comuns da sociedade tradicional um canal para a expressão de emoções e visões que eles não podiam expressar em sua vida cotidiana. No “monge debochado” e “aristocrata arrogante“, eles satirizavam a natureza corrupta da elite do poder tradicional. A dança da máscara era um meio de protesto social e para construção da comunidade. Esta dança executada hoje pode ser dividida em várias categorias. Alguns gêneros foram passados por artistas amadores que aprenderam as habilidades dos anciões da aldeia e executavam em festivais de comunidades locais. Outras, são continuadas por artistas profissionais que viajavam de aldeia em aldeia, e depois de cidade em cidade, freqüentemente com o apoio de comerciantes locais.Como o tempo passou e a sociedade coreana se modernizou, a dança da máscara mudou. Seus elementos satíricos se tornaram mais pronunciados. Por outro lado, foram adotados elementos religiosos e espirituais recusados como dança da máscara como uma forma de entretenimento. 

Ch’oyong A lenda de Shilla de Ch’oyong é um clássico que foi abraçado pelos escritores e artistas durante séculos. Ch’oyong, um dos sete filhos do Rei do Dragão, era casado com uma linda menina – que foi atacada por um espírito mau enquanto Ch’oyong estava ausente. Quando Ch’oyong retornou, ele cantou uma bela canção e, assim, o espírito foi embora. A máscara de Ch’oyong era usada para exorcizar maus espíritos, especialmente no ano novo. Era pendurada em portões para afugentá-los e usada na “dança da assombração”. A dança de Ch’oyong, originária do Reino de Silla, ainda é apresentada atualmente.
 Hahoe Pyolshin-gut-nori Das danças das máscaras ainda apresentadas atualmente, a Hahoe Pyolshin-gut-nori é a única ainda a incluir ritos de comunidade no santuário de shaman, ou sonangdang. O desempenho começava no ano novo e continuava ao longo da aldeia até a primeira lua. Hahoe Pyolshin-gut-nori era um grande evento realizado em intervalos de três, cinco ou dez anos, dependendo das circunstâncias da comunidade. Hoje, conta regularmente com o apoio de agências dedicadas à preservação da cultura tradicional.Dizem que as máscaras datam do período de Koryo. De acordo com lenda, elas foram feitas por um jovem escultor chamado de Ho. Um espírito divino disse para Ho se limitar ao seu trabalho e fazer só máscaras. Ele não era visitado por ninguém até que terminasse o trabalho. Este jovem faleceu antes que ele tivesse terminado a máscara de Imae (por isso é que esta máscara não tem queixo). Originalmente haviam 14 máscaras, mas só 11 são usadas hoje. Destas, nove foram nomeadas “tesouros nacionais.”

A cena é dividida em nove atos, satirizando a elite da sociedade tradicional.
As máscaras usadas no drama desta dança folclórica de Hahoe, ao norte da província de Kyongsang, são obras de arte esculpidas em carvalho preto e cuidadosamente envernizadas. Muitas das máscaras têm mandíbulas móveis que aumentam as expressões dramáticas.O Hahoe é de fato um drama, enquanto documenta a vida da aldeia. O drama começa com uma procissão de tambores seguido por uma noiva vestida para o dia de casamento.

Logo vem uma mulher idosa que lamenta muitos sofrimentos. A máscara pontuda retrata as dificuldades da vida de uma mulher comum, enquanto ela implora esmolas da audiência.

Na dança “Butcher´s dance“, o açougueiro mata um touro e oferece seus testículos para o público. Diz a lenda que os testículos aumentam a virilidade.

Logo, uma monge budista tenta seduzir o galanteador Pu-ne. Sua face oval e pele lisa lhe fazem a beleza perfeita, mas suas ações indicam uma certa promiscuidade.

As máscaras de Hahoe são feitas de madeira envelhecida, na Coréia. De acordo com lenda, as primeiras máscaras foram feitas por um aldeão chamado de Ho, que era escultor.

 

 

 Kangnung Kwanno-norum Esta dança foi apresentada durante o festival de Tano, em Kangnung. Era apresentada diante do santuário da aldeia, ou sonangdang. Consiste em quatro cenas e segue os temas clássicos da dança de máscara tradicional. Durante a performance, os aldeões unem-se aos artistas.

 

 

Kangnyong A cidade de Kangnyong está ao norte da Província de Hwanghae – Coréia. Sua dança damáscara entra na categoria de Haeju – o estilo do norte, caracterizado por gestos masculinos. A tradição floresceu no período colonial japonês, quando Kim Kum-ok, uma artista feminina famosa, se mudou para Kangnyong.Artistas usavam roupões cinzas com mangas listradas. Nesta dança, os artistas balançam os braços lentamente fazendo com que as mangas do roupão flutuem pelo ar. A cena final descreve a morte da esposa de um nobre, por ciúmes, e o funeral dela. A cena reflete as pessoas comuns, suportando a convicção da natureza cíclica da vida e da morte.As máscaras de Kangnyong são ricas nas cinco cores cardeais, freqüentemente usadas para repelir espíritos maus, e têm olhos profundos. Na sociedade tradicional, as máscaras eram queimadas após a apresentação.
Kkoktukkakshi-noriKkoktukkakshi-nori é um termo geral usado para se referir a jogos de bonecos de várias regiões ao redor da Coréia. Estes jogos normalmente eram executados através de fantoches. O palco consiste em pouco mais de quatro postes e uma barraca de tecido para esconder quatro ou cinco fantoches. Os temas e enredos de Kkoktukkakshi-nori eram semelhantes às danças das máscaras. Voltado para o fim da dinastia de Choson, elas refletiam as realidades da sociedade de Choson. PangsangssiA Máscara de Pangsangssi é a máscara existente mais antiga na Coréia. É amarela, perfeita para afugentar espíritos maus, com quatro olhos. Esta máscara originou-se dos funerais chineses e veio para a Coréia onde era usada em funerais, na recente dinastia de Choson.Esta máscara está entre as relíquias descobertas no palácio de Ch’angdok, em Seul. São feitas o nariz, testa e orelhas separadamente e fixo à máscara. Os olhos são esculpidos para fora. A máscara pínea parece ter sido pintada com pigmento. Songp’a Sandae-nori O termo sandae-nori é usado para se referir às danças das máscaras originárias de Seul, capital da Coréia desde o final do século 14. É conhecida por seus elementos de dança e retratos realísticos. Imagina-se que a Songp’a Sandae-nori originou-se uns 200 anos atrás, no mercado Songp’a, em Seul. Depois que o mercado foi destruído em uma terrível inundação em 1925, esta dança era apresentada somente em feriados principais e festivais populares.Songp’a Sandae-nori contempla-se ao redor da dança. É semelhante a Yangju Pyolsandae-nori em estrutura e conteúdo, mas com raízes mais antigas. Em Yangju Pyolsandae-nori, umas das danças de prostitutas japonesas, uma provocante “dança do ventre”, mas na versão de Songp’a, uma jovem mãe executa a “dança do ventre”. Songp’a Sandae-nori também caracteriza um personagem mascarado que se assemelha a Ch’oraengi, o intrometido da aldeia, da dança Hahoe.

Yangju Pyolsandae-nori Yangju Pyolsandae-nori e Songp’a Sandae-nori são os únicos gêneros das danças dasmáscaras com raízes claras na região coreana central. Imagina-se que Yangju Pyolsandae-nori originou-se no princípio do século 19. Localizada à margem rio de Han, Yangju era um centro de transporte importante para o norte da região. Os artistas desta dança eram freqüentemente patrocinados por ricos proprietários de terras e comerciantes. Yangju Pyolsandae-nori era normalmente celebrada em feriados principais, como o aniversário de Buddha’a, na primavera, no Festival de Tano, no quinto mês lunar, e em Ch’usok – o Festival da Colheita. Também era celebrada quando enviados chineses visitavam a Coréia e na ocasião de ritos de chuva.Como Songp’a Sandae-nori, a história é importante em Yangju Pyolsandae-nori. O diálogo principal está entre o Ch’wibari, Malttugi, um criado e um nobre vilão.Como parte da última dinastia de Choson, “o monge debochado“, “o nobre corrupto“, “sarcedotes misteriosos” e “trovadores itinerantes” fazem aparecimentos freqüentes, enquanto zombam das contradições sociais.Os artistas de Yangju Pyolsandae-nori eram amadores – normalmente fazendeiros. Um total de 22 máscaras diferentes, esculpidas do pinheiro, eram usadas nas danças.

 Kosong Ogwangdae-nori Esta dança de máscara originou-se no século 19, na cidade de Kosong, na costa sul da região de Kyongsang. Era apresentada tradicionalmente na primeira lua cheia do ano novo.Como as outras, os cinco personagens eram significados por afugentar espíritos maus, mas esta dança era um entretenimento realmente simples.

Hoje, instrumentos de percussão substituíram o conjunto de fios e instrumentos de sopro de madeira que uma vez acompanhavam esta dança. A maioria das partes desta dança é improvisada.

 


 Pongsan Como a dança Kangnyong, a Pongsan é da província de Hwanghae. Normalmente era apresentada em mercados rurais que abriam a cada cinco dias em cidades e aldeias ao redor do país. Pongsan era um centro importante de distribuição agrícola e produtos de pesca, por isso provia solo fértil para o desenvolvimento e perpetuação desta dança.Tradicionalmente esta dança era apresentada no aniversário do Buddha, como era Yangju Pyolsandae-nori na província de Kyonggi, mas era executada de noite ao redor de uma fogueira, no Festival de Tano, no quinto mês lunar ao fim da dinastia de Choson. Ainda que originalmente era um ritual religioso, tornou-se uma forma de entretenimento.Diferente de Yangju Pyolsandae-nori, a dança da máscara da Coréia do norte geralmente não era patrocinada pela elite do governo. A maioria era suprida por fazendeiros e comerciantes. Pongsan segue o enredo apresentado em Yangju Pyolsandae-nori, mas caracteriza canções mais dançantes e diferentes. A dança era executada originalmente por homens, mas após 1920, as mulheres ganharam seus papéis na dança.

Um total de 28 máscaras é usado nesta dança.

Pukch’ong Saja-noriA aldeia de Pukch’ong, ao sul da província de Hamgyong, na Coréia do norte, é dona de uma extraordinária dança: “A Dança do leão“. Na tradição, Pukch’ong Saja-nori, é levada ao sul por refugiados que vieram durante a guerra coreana. Esta dança era executada na primeira lua cheia do ano novo para afugentar espíritos maus e reunir a comunidade. Os sinos pendurados na cabeça do leão testemunham o papel do animal como um protetor da paz da aldeia e harmonia.Ao contrário da simples dança do leão incluída em T’ongyong Ogwangdae-nori e Suyong Yayu, Pukch’ong Saja-nori é vibrante e elaborada. Geralmente o leão é jogado por dois dançarinos, às vezes até mesmo três, que saltam e ameaçam a multidão.  Suyong Yayu Esta dança, da região de Pusan, era apresentada tradicionalmente à primeira a lua cheia do ano novo. Primeiro, ritos honrando o Espírito da Montanha e heróis locais. Quando a lua aparecia à noite no céu, a dança da máscara e as celebrações de rua começavam. Como em Tongnae Yayu, os dançarinos entravam de casa em casa para afugentar espíritos maus e coletar dinheiro.As máscaras eram feitas de abóboras grandes por um artesão. Doze máscaras eram usadas no total. As máscaras são exclusivas para as orelhas – uma característica somente encontrada nas máscaras de Suyong Yayu e T’ongyong Ogwangdae-nori. Tongnae Yayu Tongnae Yayu – da área de Pusan – originalmente tinha quatro cenas, mas duas foram perdidas. Agora só a cena do nobre e a cena da avó é executada.Os artistas vão de casa em casa no começo do ano novo afugentar espíritos maus e coletar dinheiro. Na primeira lua cheia a aldeia celebra com um cabo-de-guerra (jogo). A vitória é celebrada na dança das máscaras.

As máscaras eram feitas de abóboras secas e enfeitadas com pelos de cachorro ou coelho.

 

 

 T’ongyong Ogwangdae-nori A dança T’ongyong, da costa sul de Kyongsang, foi derivada de Ch’angwon, um município ao norte. Normalmente era apresentada na primeira lua cheia do ano novo, mas na ocasião era executada em ritos de chuva. Ao ano novo era executada durante uma quinzena, os artistas iam de casa em casa para afugentar espíritos maus e iniciar um ano novo próspero.Os temas e apresentação são semelhantes, mas com algumas diferenças regionais. T’ongyong Ogwangdae-nori é mais crítico do caráter do nobre. Imagina-se que esta dança da máscara foi originada como parte de uma cerimônia religiosa, mas gradualmente foi adotada como puro entretenimento.

Os 48 papéis e máscaras de madeira eram queimados após a apresentação.

 

Fonte: http://www.ajtkd.org.br/coreia_dancas.htm

Dragão Chinês

Dragão Chinês

O Dragão Chinês (Lung) era um divino possuidor da chuva, necessaria para os bem do povo. Por toda historia chinesa o dragão tem sido comparado com o tempo. E dito que umas das piores inundações foi causada quando um mortal irritou um dragão. Lendas contam que eles podem causar seca juntando toda a água de um distrito e botando-a em “cestas”, ou que eles podem causar o eclipse do sol. O dragão também era um simbolo do imperador, cuja sabedoria e poder divino assegurava o bem estar de seus suditos. Muitas lendas estabelecem conexões entre o dragão e o imperador. Alguns imperadores diziam-se descendentes do dragão.Nos mitos, os dragões chineses podiam se fazer tão grandes quanto o universo ou tão pequeno quanto um bicho da seda. Eles podiam tambem mudar de cor e desaparecer em um instante. Eles ascendiam aos céus na primavera e mergulhava nas águas no outono.

Etiqueta

Gestos e cumprimentos

O cumprimento é feito através de uma reverência, onde a pessoa inclina-se para frente; seu grau de inclinação depende da situação do momento e do grau de relação entre as pessoas envolvidas. Este gesto é chamado “odigi” e significa respeito e afeição. Cumprimentar é um hábito muito apreciado que os japoneses fazem questão de cultivar.

  •  Cumprimentos básicos:

Ohayo gozaimasu = Bom dia

Konnichiwa = Boa tarde

Kombanwa = Boa noite

Oyasuminasai = Boa noite (quando irá dormir ou quando se despede de alguém à noite)

Sayonara = Até logo, adeus

Hajimemashite = Muito prazer

Ogenki desu ka = Como vai?

  • Outras palavras importantes:


Arigatô gozaimasu = obrigado(a)

Iie doo itashimashite = por nada, não há de quê

Sumimasen = desculpas, por favor. Utilizado quando se pede desculpas, ou quando irá pedir um favor, informação a alguém.
Shitsurei shimasu = com licença, quando pedir licença para passar, para entrar na casa ou escritório de alguém, também quando você se retira de algum local antes que outras pessoas.

Gomenkudasai ou gomen nasai = me desculpe

Hai = sim

Irashaimassê = seja bem vindo  

  • Ao dirigir a palavra a outra pessoa:

  • Sama ou San

Quando for falar com outra pessoa, sempre chamá-la pelo sobrenome, seguido de “san” ou “sama“(forma polida) que quer dizer senhor, senhora ou senhorita. Somente chamar pelo nome ou apelido quando esta pessoa autorizar para tal.
No caso de pessoas que você não saiba o nome, quando pedir alguma informação, dizer “sumimasem” (por favor) seguido da pergunta.
Na empresa, quando se trata de superiores, chamá-lo pelo cargo, por exemplo : Sr. Presidente = shatyô-sama.

  • Etiqueta à mesa

Antes de começar a refeição, todos dizem ” itadakimasu” e ao terminar dizem “gochiso sama“. São frases que expressam apreciação e agradecimento pela refeição.

Geralmente os japoneses comem com pauzinhos (hashi ou ohashi). A tigela de arroz é colocada à sua esquerda e a de sopa à direita, e os hashi são colocados em frente a elas, na horizontal.

O correto é segurar o hashi com a mão direita e usar a esquerda para levantar as tigelas de arroz e de sopa para comer, podendo beber a sopa diretamente da tigela. Já os outros pratos e tigelas ficam sobre a mesa.

Quando houver pratos que serão degustados por todos, terá um talher ou hashi para cada prato, onde você irá utilizá-lo para se servir.
Quando não houver talher ou hashi, deverá se servir utilizando seu próprio hashi do lado oposto ao que você está comendo, mas dependendo do prato, seu hashi poderá ficar sujo, então poderá ser pedido um talher ou hashi para o prato, ou se estiver entre amigos ou pessoas mais íntimas, poderá dizer para não se importarem e se servirem com o próprio hashi, sem precisar utilizá-lo ao contrário.
Enquanto estiver comendo o arroz, e quiser pausar, deverá deixar o hashi em cima da tigela na horizontal ou sobre hashioki (descanso de hashi ). Não espete o hashi no arroz, isto significa arroz servido em velório.

Quando os japoneses tomam sopa, é costume fazer barulho com a boca, dizem que é demonstração de apreciação ao prato.
Geralmente em restaurantes, antes de se servir, é oferecido um oshibori (toalhinha úmida para limpar as mãos). É falta de etiqueta limpar o rosto, o pescoço, etc..