Blade: A Lâmina do Imotal ganha anime!

Por: Anime Pró – 27/03/2008

Quando o mangá Blade – A Lâmina do Imortal (Mugen no Juunin) começou a ser publicado em 2003 no Brasil, muitos leitores se questionaram a série não contava com uma adaptação em animê. Publicado desde 1994 na revista Afternoon, Blade é um título conhecido no Japão, mas muitos fãs realçavam o fato do quadrinho possuir um traço extremamente pesado e bem acabado, que perderia seu expressionismo caso ganhasse série animada. Mas para a alegria de alguns, e tristeza de outros (se é que um novo animê pode receber esta classificarão), a versão animada da série foi confirmada para começar a ser exibida ainda em abril.

O animê é uma produção do estúdio Bee Train (responsável, entre outros, pela série de animês .Hack//) com direção de Koichi Mashimo, que já havia trabalhado no estúdio no animê Popolocrois. A série é baseada no mangá de Hiroaki Samura, que conta a história de Manji, um ronin que ganhou a capacidade de ser imortal. Passado em um Japão Feudal, a trama começa quando Rin, a herdeira de um famoso dojo pede ajuda ao samurai imortal para se vingar do assassino de seu pai.

O site oficial do animê já se encontra no ar. Nele é possível conferir a primeira imagem do desenho, e ainda perceber como o design dos personagens se encontra próximo ao original. Para conferir, acesse http://mugen.kc.kodansha.co.jp/

Blade: A lâmina do imortal

Blade – A Lâmina do Imortal (無限の住人, Mugen no Juunin, Habitante do infinito), é uma série de mangá escrita e ilustrada por Hiroaki Samura. A série foi publicada pela primeira vez em 1994, na revista mensal Afternoon, da Kodansha, e é publicado até hoje, possuindo mais de 20 volumes no formato tankobon.

No Brasil, o mangá começou a ser publicado pela Conrad Editora em 2004, em um formato diferente do japonês, que totaliza mais de 38 volumes.

No Japão feudal, durante a metade do período Xogunato Tokugawa, 2º ano da era Tenmei (1782), um ronin chamado Manji é contratado para matar aqueles que negam a pagar os impostos. Ao perceber que estava matando inocentes, Manji se rebela contra seu contratante e acaba matando ele e todos os seus 99 guarda-costas. Bastante ferido, Manji recebe os cuidados de uma monja, que ao lhe dar o “chá de vermes” acaba lhe concedendo também a imortalidade. Sentindo-se culpado, e não podendo se suicidar de acordo com o Bushido – código de ética dos samurais – Manji propõe a monja que, se ele matar 1000 criminosos poderia se livrar da imortalidade. Do outro lado de Edo, estava uma jovem chamada Rin, que, ao ter seus pais assassinados por um dojo rival, vaga pela cidade atrás de um mercenário que possa vingá-los, e acaba conhecendo Manji.

No que se refere a história, a inovação está no fato de não ser uma história sobre os samurais que tanto conhecemos. Os personagens têm uma fala despojada – inclusive recheada de palavrões – e não se preocupam com o código de honra dos samurais (Bushido). As roupas certamente não condizem com os honrados guerreiros que defendiam seus lordes. Além disso, apesar de sabermos que se trata de um período histórico no qual os samurais ainda são ativos, nada mais a respeito do momento histórico é relatado. Em suma, o autor simplesmente pegou um cenário japonês feudal e o utiliza moldando habilmente realidade e ficção, não deixando que um atrapalhe o outro.

Agora, o visual. Depois de Vagabond de Takehiko Inoue, o manga é sem dúvida nenhuma o que apresenta melhor visual que já apareceu por aqui. O autor de Blade, Hiroaki Samura, tem um traço no mínimo impressionante, no qual consegue casar de forma soberba lápis e nanquim. A cada duas páginas, o autor consegue se superar com ilustrações cada vez mais bonitas e chocantes. Realmente muito bom!

Blade é um manga que já conquistou fama mundial. Seu autor já recebeu o Media Arts Award em 98, um importante prêmio promovido pela agência de cultura japonesa para incentivar os mangakas (autores de manga) e, em 2000, a revista recebeu o mais importante prêmio dos quadrinhos, o Eisner Award, por “melhor edição norte-americana de material estrangeiro”. Ou seja, o mangá é realmente muito bom e vale a pena ser conferido.

Volume 01

Volume 02

Volume 03

Volume 04

Vagabond – Personagens

Personagens Principais
(relativo ao mangá: não considerar como biografias históricas oficiais a não ser que o indiquem)

* Miyamoto Musashi: O Personagem principal desta saga.

* Sasaki Kojirō: O lendário arquirrival de Miyamoto Musashi. Se crê que Kojirō tenha estudado o estilo Chujo-ryu de luta de espada, sobre a instrução quer de Toda Seigen ou de Kanemaki Jisai. Kojirō era célebre por sua técnica Tsubame-Gaeshi, o “Corte Andorinha”, inspirada pelo movimento de uma andorinha ao voar. Uma diferença interessante do livro em que se baseia o mangá, é que Kojirō é representado como surdo.

* Takuan Sōhō: (1573-1645). Um monge zen-budista, especificamente, representante da seita Rinzai. Em 1610, ele foi designado como abade do templo principal, Daitokuji. Takuan é conhecido por sua brutal honestidade e personalidade meticulosamente perceptiva, que era buscada igualmente por monges, samurais e políticos (como Tokugawa Iemitsu e Go-Mizuno). A correspondência compartilhada entre Takuan com Yagyū Munenori foi compilada em um tratado chamado “A Mente Desinibida”. Takuan ajuda a capturar Takezo (antigo nome de Musashi) e logo o renomeia como Miyamoto Musashi, liberando-o para que continue suas viagens e evolua sua personalidade.

Personagens Secundários

* Hon’iden Matahachi: Hedonista e amigo de infância de Musashi. Assume a identidade de Sasaki Kojiro depois de que um moribundo lhe confia o certificado de espadachim de Kojiro. Logo, depois de entrar em contato com o verdadero Kojiro, começa a identificar-se a si mesmo como Sasaki Kojiro, um intérprete de Kojiro, dado que o verdadeiro Kojiro é surdo. Logo termina se desintendendo com Musashi depois de uma tensa reunião, em que Matahachi mostra ter intenso ciúmes de Musashi.

* Tsujikaze Tenma: Um bandido e líder de um bando que visita periódicamente a Okō e toma tudo de valor que ela tinha adquirido. Matou o pai de Akemi(o marido de Okō), sua própria mãe, e depois é assassinado por Takezō, logo após a batalha de Sekigahara.

* Tsujikaze Kōhei: Nascido em 1580 na vila de Fuwa é irmão menor de Tsujikaze Tenma. Sua mãe tentou matá-lo empurrando-o por uma cascata do mesmo modo que ela fez com Tsujikaze Tenma, não obstante Tenma a assasina e leva Kōhei sobre sua proteção. Embora Tenma foi bondoso com ele, Kōhei difícilmente demonstrava algum afeto. Quando o bando de Tsujikaze foi formado e se envolveu em crimes como roubos, violações e extorção, Kōhei se tornou membro aos 12 anos e era considerado o mais “selvagem” pelos outros membros. Aos 12 anos tentou violentar a esposa de um aldeão que havia assassinado, mas Tenma, não gostando do ato assassinou a mulher para terminar seu sofrimento e esmagou os testículos de Kōhei, deixando-o impotente. Kōhei falha em sua intenção de assassinar a Tenma e como castigo é feito prisioneiro, é durante este tempo quando adota uma perspectiva niilista da vida. O bando Tsujikaze falha em fazer um nome para eles mesmos e honrar ao seu empregador Toyotomi Hideyoshi, na intenção de capturar Tokugawa Ieyasu. No ano 1600 quando tem 20 anos, depois de 7 anos de aprisionamento Kōhei é liberado por soldados sobreviventes da batalha de Sekigahara e escapa com o propósito de encontrar e assassinar seu irmão. Desejando matar Tenma ele mesmo e Takezō havendo-se adiantado, Kōhei confronta a Takezō, mas são interrompidos pelos perseguidores deste último; quando Takezō aparentemente espera a morte suspendido em uma corda ele a corta. Kōhei é conhecido como bandido pelo nome de “Deus da Morte” e assassina o conhecido Shishido Baiken, mestre de kusarigama. Pretendendo ser Baiken, Kōhei vive com uma pequena menina, Rindo, que também usa uma kusarigama. Ele é desafiado a um duelo por Musashi e perde, mas é poupado a vida, embora seriamente ferido. Enquanto se recupera recorda que Sasaki Kojiro esmagou seu orgulho por estar mais adiante no “caminho da morte” que ele. Parece ser que Kojiro foi que fez a Kohei a cicatriz que tem na cara.

Vagabond

Vagabond (バガボンド, , Bagabondo?) é um mangá japonês criado por Takehiko Inoue, baseado no livro “Musashi”, de Eiji Yoshikawa, que conta a história do samurai Miyamoto Musashi (宮本武蔵, Miyamoto Musashi? 1584–1645).

O mangá começou em 1998 sendo serializado na revista semanal Shūkan Mōningu (週刊モーニング, Shūkan Mōningu?) e é publicado pela Kodansha no Japão. No Brasil é publicado pela Editora Conrad. No Japão, até dezembro de 2007, foram publicados 27 volumes. Vagabond tem vendido mais de 22 milhões de cópias ao redor do mundo. Em novembro de 2006, segundo Takehiko Inoue, o mangá por volta de 1 ano e meio a 2 anos estaria concluído.

Em 2000 Vagabond ganhou o Grande Prêmio do Festival de Artes da Mídia do Japão. O seguinte é um extrato do discurso felicitando a Takehiko Inoue: “Desde Toyotomi a Tokugawa. Musashi Miyamoto cresceu em um período de mudança de grandes eras. O senhor Inoue tem tomado o poderoso Musashi que foi chamado às vezes de uma ‘besta’ e o desenhou como um vagabundo. O artista faz alarde sobre desafiar atrevidamente o trabalho de literatura nacional de Eiji Yoshikawa, incluso, a sensação de velocidade que o cria é impressionante. Eu o envio meus aplausos ao artista por criar uma nova imagem de Musashi.”[1] Nesse mesmo ano, Vagabond ganhou o 24º Prêmio Kodansha de Mangá na categoria geral. Em 2002, Vagabond recebe o aclamado Prêmio Cultural Tezuka Osamu. No ano seguinte, Inoue foi nomeado para o Prêmio Eisner de 2003 na categoria de melhor escritor/artista.

Pensei que morreria

— Eles se amam — disse ela, como se estivesse falando sozinha. — É por isso que ela me odeia.
Eu sabia que não deveria estar ali; que não deveria estar falando com ela. Mas não conseguia me afastar. Procurei manter meu jeito delicado, reservado, bem-comportado.
— Os casamentos ocorrem por motivos de dever e de aliança. Isso não quer dizer que precisem ser infelizes. O Senhor Otori é um bom homem.
— Estou cansada de ouvir isso. Sei que ele é um homem bom. Só estou dizendo que ele nunca me amará — eu sabia que ela olhava para meu rosto. — Mas sei também que o amor não é para nossa classe.
Agora era eu que estava tremendo. Levantei a cabeça, e meu olhar encontrou o dela.
— Então por que eu o sinto? — murmurou ela.
Não ousei dizer nada. As palavras que queria dizer se avolumavam em minha boca. Sentia o gosto da doçura e da força que elas tinham. Mais uma vez pensei que morreria se não a possuísse.

– Lian Hearn in “A Saga Otori – O Piso-Rouxinol”