Quatro animais sagrados

Na tradição astronômica chinesa a esfera celeste está dividida em quatro grandes palácios ou constelações representados pelo: Dragão verde, Pássaro Vermelho(Fênix),Tigre branco e a Tartaruga negra.(Há certas fontes que mencionam o Unicórnio ao invés do Tigre Branco).Os quatro animais celestes, são protetores e benéficos, são associados também às estações do ano.
A Tartaruga negra representa o Norte, o inverno, a água e a cor negra, é Yin. Nas costas precisamos de proteção a Tartaruga está ai em forma de uma montanha, simboliza o suporte o apoio e proporciona a segurança e longevidade, boa saúde e relações estáveis. Em algumas outras fontes é dada a Tartaruga o nome de Guerreiro Negro.
O Dragão verde representa o Leste, a primavera, a cor verde, é Yang. È um animal fantástico de poderes extraordinários e simboliza a sabedoria,a abundancia e a properidade. Segundo os chineses existem vários tipos de chineses ( O que será destacado posteriormente com mais detalhes)O Dragão de cinco garras só pode representar aas autoridades imperiais, enquanto que os de quatro garras representava aos ministros e aos oficiais. Esse animal místico e misterioso exerce até hoje uma enorme fascinação do povo chinês, é fácil entender porque estão tão relacionados a montanhas.
O Tigre Branco representa o Oeste, o outono, e a cor branca . Simboliza as virtudes da força e da coragem de um guerreiro, protege e defende de qualquer ameaça.
O Pássaro Vermelho( Fênix) representa o sul, o verão, o elemento fogo e a cor vermelha Simboliza as oportunidades, a expansão e a boa sorte. Representa nossa capacidade de percepção.

Fonte: Internet

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Pan Gu – A origem do mundo

O mundo veio de uma bola cósmica, envolta em trevas, flutuando no universo. Dentro da bola, havia um espírito. O espírito foi-se desenvolvendo em silêncio, no seu interior, ninguém sabe por quantos anos, até que finalmente esse novo espírito, chamado Pan Gu, nasceu. Pan Gu vivia dentro da bola, com os olhos meio fechados, absorvendo a nutrição da bola, dormindo tranqüilamente.

Milhões de anos se passaram assim, Pan Gu cresceu e virou um gigante. Um dia, ele abriu totalmente os olhos. Mas porque se encontrava em total escuridão, Pan Gu não conseguiu ver nada. Ele pensou que o negrume em frente dos olhos fosse por que ele não tivesse acordado totalmente; limpou os olhos, mas mesmo assim não via nada. Limpou várias vezes os olhos, mas em frente dele existia somente uma escuridão sem fim. Ele ficou bravo, pulando e gritando, pedindo pela luz, batendo na bola para quebrar o mundo escuro.

Pan Gu ficava pulando e gritando, ninguém sabe por quantos anos; finalmente, seus gritos e todo o barulho que fez atravessaram a bola e chegaram aos ouvidos do Imperador de Jade no céu. Ao ouvir o barulho, o Imperador de Jade ficou muito feliz. Ele pegou um machado que tinha ao seu lado, e o jogou dentro da bola para Pan Gu.

Pan Gu, pulando e gritando, de repente, viu um fio de luz quando o machado atravessou a bola. Ficando surpreendido, ele alcançou a mão para tocar a luz. Ao mesmo tempo, o machado chegou e caiu na sua mão. Sentindo que alguma coisa tinha caído na mão, ele deu uma olhada: era um machado. Mesmo não sabendo de onde veio o machado, ele ficou muito feliz e decidiu quebrar a escuridão com o machado.

Com a primeira machadada, Pan Gu ouviu um barulho enorme, tão forte que pareceu quebrar tudo. Uma racha apareceu na bola, e uma luz brilhante veio de fora. Ele ficou tão alegre que por momentos, se deteve, exclamando sua emoção. Mas subitamente, viu que a racha ia-se fechando e a luz sumindo. Ele jogou o machado no chão e empurrou a parte de cima da bola para manter a racha, e a luz.

Sabendo que, se desistisse, a bola fecharia de novo e ele perderia a luz, Pan Gu ficou sustentando a parte de cima com muita força. As juntas dos seus ossos começaram a estalar, Pan Gu estava crescendo. Todos os dias, ele crescia um Zhang (medida chinesa, 1 Zhang = 3 metros), e a racha aumentava um Zhang. Muitos anos se passaram, Pan Gu chegou à altura de 18 milhas de Zhang, o mesmo acontecendo com a racha.

Ao ver que os dois lados da racha ficaram suficientemente afastados um do outro, não podendo mais fechar, Pan Gu sentiu-se aliviado, e começou a dar uma olhada ao redor dele: a escuridão em cima tinha virado o céu, mudando a cor para azul claro; a escuridão, em baixo, mudou para terra grossa, de cor amarela-marrom. Olhando para o céu azul claro, tão grande que parecia não ter fim, e a terra amarela, grossa e ampla, Pan Gu sentiu-se muito alegre: a escuridão tinha-se retirado e a terra estava coberta pela claridade. Ele começou a rir.

Ele riu tanto que, de repente, teve um colapso e seu grande corpo caiu no chão. Pan Gu havia morrido. Mas, na verdade, ele não morreu. Seu corpo brilhou e as partes da sua essência física começaram a se transformar.

O seu olho esquerdo voou para o leste do céu, e virou o sol brilhante que ilumina tudo. O seu olho direito voou para o oeste do céu e virou a lua terna. A sua respiração transformou-se no vento da primavera que acorda a Vida e nas nuvens que flutuam no céu; a sua voz, no raio que ilumina as nuvens escuras com um trovão ensurdecedor. Seus cabelos e barba voaram em todos os sentidos e viraram florestas densas, ervas prósperas e flores coloridas. Seu suor atingiu o céu e virou estrelas brilhantes. Seus braços e pernas se estenderam e formaram montanhas. Suas veias tornaram-se caminhos serpenteando a terra, onde seu sangue fluiu, formando os rios. Seus dentes e ossos se espalharam e viraram metais brilhantes; jades brancos, pérolas cintilantes, ágatas lindas e tesouros abundantes. Da sua saliva, surgiu a chuva que umedece a terra. O que restava da vida em seu espírito virou lentamente em bichos, peixes, pássaros e insetos, e trouxe vitalidade para o mundo.

Usando seu corpo e seu espírito, Pan Gu criou o mundo.

Fonte: Internet

Kanzashi

Você sabe o que é Kanzashi?
Kanzashi é um enfeite tradicional japonês de cabelo. Desde grampos e fivelas até sofisticadas grinaldas, existem Kanzashis dos mais simples aos mais elaborados.
Muito usado pelas geishas e maikos (aprendizes de geishas), existem Kanzashis diferentes para cada mês do ano e até mesmo um especial para o ano novo.

O Kanzashi costuma ser feito pelas mesmas artesãs que costuram kimonos e, como os kimonos, podem ser encontrados em modelos tradicionais ou mais modernos.
O Hana kanzashi é um kanzashi muito usado pelas maikos e são caracterizados pelo cachinho de flores feitas delicadamente de seda.

Claro que pra aprender a fazer um kanzashi precisa de anos de dedicação e orientação, mas com um pouquinho de paciência e uma ajudinha da internet, dá pra correr o risco, né?

Texto do blog “Comofaz

3 de março: Hinamatsuri (Dia das Meninas)

Dia 3 de março é o Dia das Meninas, uma das festas mais comemoradas nas famílias japonesas. Desde a era Heian (século 6) o objetivo desta data é desejar felicidade e saúde às meninas e, simbolicamente, enfeita-se a casa com bonecas.

Antigamente, a festa significava a purificação da alma, e os monges iam de casa em casa rezar e afastar os maus espíritos. As bonecas hinaningyo —- feitas de papel, pano, madeira ou porcelana —- até hoje são passadas de geração a geração. Entretanto, as crianças da família imperial passaram a brincar com bonecas mais elaboradas que, em pouco tempo, tornaram-se tão complexas que começaram a enfeitar os aposentos.

Cada família com uma filha possui seu conjunto de hinaningyo, que pode valer uma fortuna, já que praticamente tudo é feito à mão! Hoje em dia (por falta de espaço), o conjunto se reduziu a 2 bonecos, o príncipe e a princesa; mas, antigamente, os acessórios chegavam a mais de 300, desde utensílios de cozinha aos de banho, brinquedos, louças, tudo tamanho miniatura!

A história do biscoito da sorte

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By poetriz

A história do biscoito da sorte inicia-se com a participação de Genghis Khan, grande guerreiro mongol que, no final do século XII, estendendo as fronteiras de seu Império por toda Ásia, chegou a dominar grande parte da China. Essa dominação perdurou por mais de um século, até quando, sentindo o enfraquecimento de seu dominador, o povo chinês iniciou sua luta pela liberdade.

Durante anos batalhas foram travadas. Sentindo próxima a vitória, elaboraram os chineses a estratégia do ataque fatal que finalmente os levaria à reconquista de seu território. Esta foi magnificamente planejada mas ainda restava uma questão: como transmití-la aos inúmeros exércitos espalhados por outros inúmeros fronts sem que esta caísse em domínio dos terríveis mongóis?

A solução foi ao mesmo tempo simples e genial. Havia na época um tipo de bolo em forma de meia-lua cujo sabor era detestado pelos mongóis. Valendo-se disso, os chineses colocaram os planos dentro desses bolos que foram enviados a todos os generais.

Através dessa ação o povo chinês reconquistou sua autonomia, dando início à dinastia Ming (aquela mesma, famosa por sua porcelana) e, para comemorar tal feito anualmente os chineses passaram a trocar mensagens de felicitação da mesma forma em que as mensagens secretas foram enviadas, dentro de “bolos da sorte” que hoje transformaram-se em deliciosos “biscoitos da sorte!”

Ba Guá

Ba Gua (pinyin) ou Pa Kua (八卦) é a representação de um conceito filosófico fundamental da antiga China, sua tradução literal significa oito trigramas ou oito mutações.

Pode ser representado como um diagrama octogonal com um trigrama situado em cada lado.

Os trigramas podem ser dispostos segundo diferentes arranjos, assumindo diferentes significados, os mais importantes são a disposição do Céu Primordial e a disposição do Céu Posterior.

O conceito ba gua não se aplica apenas à filosofia Taoísta Chinesa e ao I Ching, mas é também fundamental em outros domínios da cultura Chinesa, como o Feng Shui 風水, as artes marciais chinesas, e a navegação.

Fonte: Wikipédia

As pessoas chinesas tem sabido dar nós com cordas desde que começaram a amarrar peles de animais em seus corpos para se protegerem do frio por milhares de anos. Com o avanço da civilização, as pessoas chinesas usaram laços para mais do que firmar e embrulhar. Os nós também eram usados para registrar eventos, e alguns laços tinham funções puramente ornamentais. Em 1980, alguns conhecedores dedicados colecionaram e arranjaram os laços decorativos contudo práticos que foram utilizados por séculos na China. Depois de estudar as estruturas destes laços, os devotos decidiram em criar novas variações e aumentar o valor decorativo destes laços. Estes laços perfeitamente simétricos que apareceram em muitas formas são tão profundas quanto as grandes heranças culturais das pessoas chinesas. Os laços foram então chamados coletivamente de Macrame chinês.

“Um fênix faz sua aparência”– cópia de um padrão de fênix de uma pintura da Dinastia Han.

Nó ChinêsO Macrame Chinês é baseado em uma dúzia de laços básicos que são nomeados de acordo com suas formas distintivas, usos ou origens. O Laço de Duas Moedas, por exemplo, é assim chamado porque é moldado como duas moedas sobrepostas do tipo uma vez usada na China antiga. O Laço de Botão pode funcionar de fato como um botão, e o Laço de Suástica Invertido é derivado do símbolo budista que era comumente visto nas fitas penduradas abaixo do cintura da Deusa Budista da Clemência. Semelhantemente, a forma básica do Laço Pan-ch’ang Laço, que é de fato uma série de laços contínuos, simboliza a concepção budista de continuidade e a origem de todas as coisas. Realmente, o Laço Pan-ch’ang é o laço primário do Macrame Chinês em qual um número infinito de variações podem ser feitas.

O Macrame Chinês, como a caligrafia chinesa, pintura, escultura, porcelana e até mesmo a culinária chinesa, é facilmente reconhecida para Sinófilos. Isto é porque as estruturas básicas do Macrame Chinês diferem em muito do Macrame Ocidental ou Japonês em forma e função.

Nó ChinêsOs laços do Macrame Chinês são bastante firmes. Eles não se desfazem facilmente quando usados para amarrar ou embrulha algo, assim, são muito práticos. Além disso, a complicada estrutura do Macrame Chinês permite todos os tipos de variações e aumenta seu valor decorativo. Quase todos os laços básicos do Macrame Chinês são simétricos em forma. Enquanto a demanda para simetria determinou certas limitações técnicas no desenho e criação de novos padrões e temas, a simetria é consistente com padrões ornamentais e honrados esteticamente na China. Visualmente, os desenhos simétricos são mais facilmente aceitos e apreciados pelo povo chinês.

Com exceção do Laço de Duas Moedas, o Macrame Chinês é tridimensional em sua estrutura. Consiste de duas superfícies que são amarradas para deixar um centro oco. Tal estrutura empresta rigidez ao trabalho como um todo e mantém sua forma quando pendurada na parede. O centro oco permite a adição de pedras preciosas.

Nó ChinêsA arte do Macrame Chinês é um processo de três passos de amarrar laços, apertá-los e adicionar toques finais. Os métodos de amarrar os laços são fixos, mas o aperto pode determinar o grau de tensão em um laço, a duração de qualquer laçada (chamada de ” orelhas ” em chinês) e a suavidade e ordem de linhas. Assim, o quanto um pedaço de Macrame Chinês foi apertado pode demonstrar a habilidade e o mérito artístico de um artista de Macrame. Terminar um laço significa embutir pérolas ou outras pedras preciosas, engomando o laço em certos padrões ou somando qualquer outro toque final.

Nó ChinêsDesde os tempos antigos, o Macrame Chinês tem decorado tanto as instalações de corredores de palácios como os utensílios diários das casas da zona rural. O Macrame Chinês também apareceu em pinturas, esculturas e outras peças de arte popular. Por exemplo, o Macrame Chinês foi usado para decorar as cadeiras usadas pelo imperador e imperatriz, os cantos das sedans, as extremidades dos guarda-sóis, as fitas presas nos cós dos vestidos das senhoras, como também todos os tipos de selos, espelhos, bolsas, sachês, estojos de óculos, leques e rosários budistas.

Tradicionais objetos feitos a mão estão florescendo sob a estabilidade e prosperidade de Taiwan moderno. Com o apoio do governo e de cidadãos dedicados na República da China, a popularidade universal do Macrame Chinês ultrapassou a das eras antigas. As infinitas variações e elegantes padrões de Macrame Chinês, assim como a multidão de diferentes materiais que podem ser usados (algodão, linho, seda, fibra sintética, couro e metais preciosos como ouro e prata, para nomear alguns) ampliou as funções e aumentou as aplicações do Macrame Chinês. Jóias, roupas, embrulhos para presentes e mobília podem ser destacadas com criações de Macrame chinês sem igual.

Largos nós de paredes feitos de Macrame Chinês possuem o mesmo valor decorativo como a das melhores pinturas ou fotografias e são perfeitamente usados para decorar uma sala de estar ou estudo.

Nó ChinêsO Macrame Chinês, com sua elegância clássica e constantes variações é tanto prático como ornamental e reflete completamente a graça e a profundidade da cultura chinesa.

Semelhança da Deusa Fei-tien – modelada após uma boa pintura nas Cavernas de Tunhuang.

Vestimenta

VestimentaUm ruído e estrondo de tambores e gongos soam em um teatro da Ópera Chinesa em Taipei enquanto um jovem guerreiro aparece no palco com tradicional vestimenta chinesa. De sua cabeça ascendem duas longas plumagens, traçando no ar cada movimento e gesto feito por ele. Alguns podem pensar que estas plumagens são simplesmente ornamentais, mas de fato elas tem origem nas vestimentas de guerra do período Warring States (475-221 A.C.). Duas penas de um ho (um tipo de faisão bom de luta) foi inserido no elmo de guerreiros deste período para simbolizar um espírito corajoso e bélico, como do ho. Uma surpreendente característica da tradicional vestimenta chinesa é que não é somente uma expressão externa de elegância, mas também um simbolismo interno. Cada e toda peça de roupa tradicional comunica uma vitalidade por si própria. Esta combinação de forma externa com simbolismo interno é claramente exemplificada no par de penas do faisão lutador usadas nos elmos.

Objetos encontrados em restos arqueológicos da cultura chinesa Shantingtung, que floresceram por mais de 18.000 anos, como agulhas de costura feita de ossos e contas e conchas de pedra com orifícios, atestam à existência do conceito de ornamentação e a arte de costura naquela época. Variedade e sistema em vestimenta foram adotados em meados da era do Imperador Amarelo e dos Imperadores Yao e Shun (aproximadamente 4,500 anos atrás). Restos de seda tecida e artigos de linho e figuras cerâmicas antigas demonstram a sofisticação e o refinamento das vestimentas mais adiante na Dinastia Shang (16º a 11º século A.C.).

Os três tipos principais da tradicional vestimenta chinesa são o pien-fu, o ch’ang-p’ao ou um longo robe e o shen-i. Típico destes três tipos de roupas, além de seus cortes largos e mangas volumosas, era um padrão que utilizava principalmente linhas retas e um ajuste solto formando dobras naturais, independente se o artigo de vestuário era pendurado diretamente ou era usado com uma faixa à cintura. Todos os tipos de artigos do tradicional vestuário chinês, túnicas e calças compridas ou túnicas e saias, utilizavam um número mínimo de pontos para a quantia de pano usada. E por causa de seu padrão e estrutura relativamente plana, extremidades bordadas, faixas decoradas, pano ou sedas drapejados, decorações nos ombros e faixas eram sempre adicionadas como ornamentação. Estas faixas decorativas, bordas aplicadas e padrões ricamente bordados ricamente variados vieram a ser uma das características sem igual da tradicional vestimenta chinesa.

Cores mais escuras eram favorecidas sobre as mais claras nas tradicionais vestes chinesas, assim a cor principal da roupa cerimonial tendia a ser escura, acentuada com bordado elaborado ou padrões de tapeçaria feitos em cores luminosas. As cores claras eram mais freqüentemente usadas pelas pessoas comuns em roupas para todos os dias e para a casa. Os chineses associam certas cores com estações específicas, por exemplo, verde representa primavera, vermelho o verão, branco para o outono e preto para o inverno. Pode-se dizer que os chineses têm um sistema completamente desenvolvido de emparelhar, coordenar e contrastar cores e sombras de luz e escuridão em seu vestuário.

Hoje em dia, desenhistas de moda na República da China em Taiwan estão descobrindo novas maneiras de combinar livremente estéticas de moda moderna e tendências com tradicionais símbolos chineses. A grande riqueza da fonte de material resultou em uma pletora de padrões de olhos de gato para vestimentas de crianças e pessoas jovens, inclusive deidades guardiãs, leões, os oito trigramas e máscaras das personagens da Ópera Chinesa. Outra antiga fonte de padrões impressos, tecidos, bordados e aplicados em roupas é o bronze chinês. Alguns destes padrões distintivos e incomuns incluem dragões, phoenixes, nuvens e raios. Motivos da tradicional pintura chinesa, fortes ou refinados, freqüentemente encontravam seu modo em padrões de tecido ou impressos, criando um olhar bonito e notável.


Um alto nível de sofisticação na vestimenta era aparente nos figurinos de barro da Dinastia Tang.

O tradicional Macrame chinês tem largas aplicações na moda; pode ser usado para ornamentar bordas, ombros, justilhos, bolsos, costuras e fendas, como também em cintos, enfeites para o cabelo e colares. Alguns exemplos prósperos de combinações de elementos modernos e da moda tradicional são a moderna tiara nupcial, baseado em um padrão da Dinastia Sung, originalmente usada em cima de um penteado encaracolado; a faixa bordada do estilo da Província Hunan é feita nas tradicionais cores chinesas de puro vermelho, azul e verde; e tradicionais sachês e pingentes.

O ch’i-p’ao é um padrão Manchu tradicional ainda popular hoje.

Na moderna sociedade de Taiwan, os homens são vistos freqüentemente em ocasiões sociais usando o tradicional e refinado vestido longo chinês; as mulheres usam freqüentemente o ch’i-p’ao, uma forma modificada da moda da tradicional da Dinastia Ch’ing, em ocasiões formais. Há infinitas variações de altura, comprimento, largura e ornamentação no colarinho, mangas, comprimento da saia e corte básico desta elegante e feminina moda Oriental. Destes exemplos, pode ser visto como a tradicional vestimenta chinesa é a primavera da moda moderna.

No museu de cera da Cultura Chinesa e Centro de Filmes em Taipei, e no Museu de Fantasias e Enfeites da Casa Shih Chien da Faculdade de Economia, você pode ver coleções cuidadosamente pesquisadas das tradicionais vestimentas de tradicionais homens e mulheres chineses de vários anos. Uma visita para uma destas coleções é agradável e educativa.

As pessoas de Taiwan não só incorporam a tradicional vestimenta chinesa na vida moderna; eles desenvolveram as antigas técnicas chinesas de fazer, torcer e tecer seda e criaram modernas indústrias têxteis ao seu redor. Por estas indústrias, os residentes de ROC podem desfrutar da bela moda com características tradicionais e o moderno chique.

Jade

A palavra ” jade ” transmite uma sensação de mistério. Em chinês, ” jade”(yu) se refere a uma pedra bonita e fina com uma cor quente e brilhante, que é hábil e delicadamente esculpida. Na cultura chinesa, o jade simboliza nobreza, perfeição, constância e imortalidade. Durante milênios, o jade foi uma parte íntima das vidas dos chineses de todos os níveis e classes. É vista como a mais valiosa de todas as pedras preciosas.

O Jade é encontrado em montanhas e leitos fluviais e os chineses consideram que o jade é ” a essência do céu e da terra “. Quando polido e esculpido em vários artigos, o jade é atribuído com certas características culturais. Na antiga cosmologia chinesa, o firmamento era considerado redondo e a terra quadrada. Assim, um ornamento cerimonial de jade redondo com um orifício no centro, chamado de pi, foi esculpido para honrar os deuses do céu, e um ornamento longo de jade oco com lados retangulares, chamado ts’ung, foi feito para honrar os espíritos da terra. De acordo com a antiga lenda chinesa, o fênix e o dragão são deidades animais que eram consideradas a fonte de vida das famílias dos clãs. Por esta razão, o jade era freqüentemente usado como um material para esculpir fênix e dragões usados como ornamentos. Estes ornamentos simbolizaram o porte nobre de um cavalheiro e são a origem do ditado chinês: A moralidade de um cavalheiro é como jade “.

Jade ChinêsArtigos sacrificiais e auspiciosos eram usados em antigos ritos institucionais e são geralmente chamados de ” utensílios de rituais”. Os utensílios sacrificiais eram usados em oferendas para os ancestrais ou em pagamentos de respeito cerimonial pagando para os deuses do céu e da terra. Sabemos dos resquícios arqueológicos que as pessoas da Era Neolítica esculpiram um grande número de pi redondo e ts’ung retangular para uso como utensílios sacrificiais. O conceito de um céu redondo e uma terra retangular, que ficou profundamente inveterado na mente chinesa, pode ter emergido pela primeira vez naquele tempo. ” Utensílios auspiciosos” foram carregados ou usados pela nobreza como símbolos de seus escritórios ou autoridade. Por exemplo, machados e pás de jade evoluíram com o tempo para o kuei, tabletes alongados e pontudos de jade. Quando o ” filho do céu ” ou imperador despachava um duque, príncipe ou outro funcionário para um serviço externo, ele lhe dava um ” tablete de autoridade ” para proclamar a tarefa nomeada a ele pelo ” filho do céu “. A função tradicional dos utensílios de jade de ritual começou a minguar gradualmente após a Dinastia Han (206 A.C. para 220 D.C.), quando somente um número pequeno de utensílios de jade sacrificiais eram usados em ritos cerimoniais conduzidos pelo imperador.

Enterrar objetos de jade com o morto era uma prática comum na China antiga.

Jade Chinês“O jade de uso vivente como um símbolo de sua integridade moral, e jade acompanha o defunto para confortar suas almas.” Mais de quatro mil anos atrás na China, grandes quantidades de utensílios de jade eram freqüentemente colocadas em cima ou ao redor de um caixão, particularmente o pi representando o céu redondo e o ts’ung representando a terra retangular. Eles eram um vínculo simbólico de comunicação entre o céu e a terra, de troca entre o homem e o mundo espiritual. Com o tempo, artigos de jade foram esculpidos especificamente para enterrar com o morto, baseado na idéia de que as qualidades do jade de nobreza, perfeição, constância e imortalidade preveniriam o corpo físico da decadência. Exemplos de objetos de jade para uso em enterros são uma cigarra de jade fina e leve, que era colocada na boca do morto e um bracelete de jade redondo e espesso, colocado em uma das mãos do defunto. Uma cigarra vai debaixo do solo e é ‘renascida’ após penetrar em sua pele; e um porco que desse cria rápida, para riqueza crescente. Assim, motivos naturais são usados para expressar os desejos humanos de reencarnação ou riqueza aumentada para a família da pessoa.

Jade ChinêsO desenvolvimento dos utensílios de jade após as Dinastias Sung (960-1279 D.C.) e Yuan (1271-1368 D.C.) tenderam para pura habilidade e arte. Com exceção de um pequeno número de utensílios de jade usados pelo imperador em rituais de sacrifício, a escultura de grandes quantidades de utensílios de jade nesta é atribuída principalmente à sua atração estética e sofisticada. A maioria dos artigos de jade esculpidos eram ornamentais, inclusive peças para exibição e artigos para uso pessoal. Mas peças de jade ornamentais para exibição também tinham seus usos. Tais artigos incluíam alças para escovas, escovas de lavagem, xícaras de água, descansos para braço e uma caixas de pastas de tinta vermelha (para gravações de nomes). Bonitos e primorosos artesanatos dotaram cada peça com riqueza, lustre e delicadeza, refletindo a alta qualidade de vida aspirada pelo povo chinês. Artigos de jade para uso pessoal incluíam pentes, grampos, pulseiras e pendentes para a cintura. Ornamentos de jade também eram fixos em varas ambulantes, faixas de cintura, artigos de vestuário e bonés.

Jade ChinêsOrnamentos de jade permanecem populares até o presente. Hoje em dia, na República de China, comprar, usar e dar artigos de jade como presente ainda é muito comum. O jade é visto como um presente ideal para casais que assumem um compromisso mútuo e para os filhos da pessoa quando eles se casam. Mesmo hoje em dia, os chineses retém a idéia que além de estarem bonitos, o jade pode proteger do infortúnio e trazer boa sorte.

O jade é uma essência produzida pelas forças naturais de rios e montanhas durante eras. Porém, se não for habilmente cortado e polido, não há como a riqueza e o lustre que as pessoas tanto prezam serem expressadas. Os chineses possuem um ditado que diz. ” Se o jade não for cortado corretamente, não pode ser transformado em um utensílio útil.” Cortar é um passo importante no processo de produção de artigos de jade.

Jade ChinêsA fabricação de artigos de jade chineses era altamente desenvolvido na Dinastia Shang (16º a 11º século A.C). Os chineses deste período tinham a tecnologia para produzir artigos de jade de todo tipo, molde e tamanho imaginável. Ao final da Dinastia Chou (11º século para 256 A.C.) e o começo da Dinastia Han, os jades chineses alcançaram um segundo pico em seu desenvolvimento. Artesãos tiveram à sua disposição ferramentas das mais avançadas e eficientes métodos de polir jade e criar obra primas insuperáveis. Uma técnica envolvia esculpir um artigo com vários componentes ligados de um único pedaço de jade, demonstrando a alta sofisticação do domínio do artesão. Assim, os artesãos de jade podíam acomodar praticamente qualquer e toda exigência de cliente em seus trabalhos.

Atualmente na República da China, a arte de esculpir jade alcançou outro ápice em seu desenvolvimento. Formas tradicionais e estilos modernos são combinados para desenvolver novas criações; a moderna tecnologia elevou em muito a qualidade do trabalho do artesão. O jade já não é mais de uso exclusivo de nobres e imperadores; praticamente todos no ROC tem seus meios para possuir e usar jade. Além de manter seu papel histórico, a arte do jade foi desenvolvida com criatividade e habilidade e tem se tornado uma parte indispensável da vida cotidiana. O jade mantêm-se um símbolo eterno da magnífica civilização da China.

Sasaki Kojiro

Sasaki Kojirō (???1585 — 13 de Abril de 1612) foi um dos mais famosos e poderosos espadachins de sua época. O jovem guerreiro incorporava força e agilidade quase insuperáveis; Miyamoto Musashi, considerado o seu maior rival, superou suas habilidades usando um método que não se baseava nas habilidades com espada. Musashi, demorou mais de 2 horas para chegar na hora marcada para o duelo, cansando e estressando o seu adversário, quando chegou ainda estava todo desarrumado para confundi-lo, assim correu para ele em um lance, Kojiro sacou a espada e cortou-lhe a fita da cabeça, Musashi conseguiu se esquivar por pouco e acertou-lhe com uma espada de madeira no crânio, e assim Kojirō perdeu a vida.

Kojirō usava a sua famosa espada, a varal (sua espada de estimação) que era bastante larga e que ele carregava às costas, para seu adestramento no caminho da espada. Ele desenvolveu um estilo próprio, o estilo Tsubame Gaeshi (o estilo em que “cortava andorinhas em pleno vôo”).