Você é ying ou yang?

PREDOMÍNIO DE YIN

A energia mais atuante em você – ou seja, a que caracteriza sua personalidade ou, pelo menos, a fase que está vivendo – tem como atributos a suavidade, a sensibilidade e a passividade. Você é uma pessoa sensível, flexível, aberta, imaginativa e dispõe de talentos criativos e artísticos. No trato diário, atributos como solicitude, tolerância e gentileza conquistam os outros e abrem portas e oportunidades. Com uma índole mais tímida e retraída, você tende a ser alguém fechado ou pode estar passando por momentos de introspeção a fim de reunir forças para dar impulso a seus projetos. No geral, pode se sentir inativo, letárgico, sem iniciativa, confuso em relação a seu real valor ou, ainda, com dificuldade para estabelecer metas. No corpo, o excesso de yin se traduz em sintomas como sensação de esgotamento ou de frio, suscetibilidade a gripes e resfriados, preguiça e dificuldade para sair da cama pela manhã.

Como equilibrar a energia: para amenizar o excesso de energia yin e estimular o fluxo da força yang, o especialista em medicina chinesa Norvan Martino Leite sugere meditação, alimentação e prática de e xercícios. Na hora de escolher uma atividade física, opte por aquelas que estimulem a concentração e coloquem ênfase nos movimentos, como tai chi chuan, qi gong, lian gong e ioga. Coma mais carne vermelha e incorpore à dieta verduras amargas (como chicória e escarola), berinjela, couve-flor e condimentos que aquecem, como gengibre, pimentas e mostarda, entre outros. Inclua a meditação, durante cinco minutos, pelo menos, em sua rotina diária. Ela ajuda a acalmar e disciplinar a mente.

Tem o teste aqui.

A alma boa de Setsuan

Como ser bom e ao mesmo tempo sobreviver no mundo competitivo em que vivemos? Essa é a questão levantada pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht na peça A Alma Boa De Setsuan. Escrita em 1941, a parábola fala como é difícil ser cruel, ainda que a bondade e a generosidade sejam o estado natural do homem.

Ambientada na China, a história fala sobre Três Deuses que descem a Terra à procura de pelo menos uma alma boa. Eles encontram a prostituta Chen Tê, que lhes dá guarita por uma noite. Na manhã seguinte, concluem ser ela a alma boa que tanto procuravam e resolvem lhe pagar pela hospedagem. O dinheiro é suficiente para Chen Tê abrir uma tabacaria e mudar de vida.

Dona de seu próprio negócio, Chen Tê começa a ver os miseráveis da cidade abusarem de sua imensa generosidade. Sem conseguir dizer não, resolve vestir a máscara do mau. Traveste-se de uma figura masculina, seu primo Chui Ta, que teria vindo de longe para temporariamente tomar conta de seu negócio e poder dizer não a quem a absorve.

Informações:

A alma boa de Setsuan

Local: Tuca – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Tel: 11 3670-8453
Preço(s): R$ 20,00 (sexta) e R$ 30,00 (sábado e domingo).
Data(s): Até 30 de maio de 2010.
Horário(s): Sexta e sábado, 21h30; domingo, 19h.

Blade: A lâmina do imortal

Blade – A Lâmina do Imortal (無限の住人, Mugen no Juunin, Habitante do infinito), é uma série de mangá escrita e ilustrada por Hiroaki Samura. A série foi publicada pela primeira vez em 1994, na revista mensal Afternoon, da Kodansha, e é publicado até hoje, possuindo mais de 20 volumes no formato tankobon.

No Brasil, o mangá começou a ser publicado pela Conrad Editora em 2004, em um formato diferente do japonês, que totaliza mais de 38 volumes.

No Japão feudal, durante a metade do período Xogunato Tokugawa, 2º ano da era Tenmei (1782), um ronin chamado Manji é contratado para matar aqueles que negam a pagar os impostos. Ao perceber que estava matando inocentes, Manji se rebela contra seu contratante e acaba matando ele e todos os seus 99 guarda-costas. Bastante ferido, Manji recebe os cuidados de uma monja, que ao lhe dar o “chá de vermes” acaba lhe concedendo também a imortalidade. Sentindo-se culpado, e não podendo se suicidar de acordo com o Bushido – código de ética dos samurais – Manji propõe a monja que, se ele matar 1000 criminosos poderia se livrar da imortalidade. Do outro lado de Edo, estava uma jovem chamada Rin, que, ao ter seus pais assassinados por um dojo rival, vaga pela cidade atrás de um mercenário que possa vingá-los, e acaba conhecendo Manji.

No que se refere a história, a inovação está no fato de não ser uma história sobre os samurais que tanto conhecemos. Os personagens têm uma fala despojada – inclusive recheada de palavrões – e não se preocupam com o código de honra dos samurais (Bushido). As roupas certamente não condizem com os honrados guerreiros que defendiam seus lordes. Além disso, apesar de sabermos que se trata de um período histórico no qual os samurais ainda são ativos, nada mais a respeito do momento histórico é relatado. Em suma, o autor simplesmente pegou um cenário japonês feudal e o utiliza moldando habilmente realidade e ficção, não deixando que um atrapalhe o outro.

Agora, o visual. Depois de Vagabond de Takehiko Inoue, o manga é sem dúvida nenhuma o que apresenta melhor visual que já apareceu por aqui. O autor de Blade, Hiroaki Samura, tem um traço no mínimo impressionante, no qual consegue casar de forma soberba lápis e nanquim. A cada duas páginas, o autor consegue se superar com ilustrações cada vez mais bonitas e chocantes. Realmente muito bom!

Blade é um manga que já conquistou fama mundial. Seu autor já recebeu o Media Arts Award em 98, um importante prêmio promovido pela agência de cultura japonesa para incentivar os mangakas (autores de manga) e, em 2000, a revista recebeu o mais importante prêmio dos quadrinhos, o Eisner Award, por “melhor edição norte-americana de material estrangeiro”. Ou seja, o mangá é realmente muito bom e vale a pena ser conferido.

Volume 01

Volume 02

Volume 03

Volume 04