Samurais: poderosos, honrados e apaixonantes – Por Rafael Cardoso

Samurais, homens honrados que seguiam estritos códigos de honra denominados “Bushido”. Sua principal arma era sua espada, a katana, conhecida como a espada mais bem feita do mundo. Mas por que eles são tão atraentes a nós, ocidentais? Seria a espada mais poderosa do mundo que eles carregam à cintura? Ou seria seu rígido código de conduta? Ou ainda um pouquinho de cada?

A verdade é que muito se falou da ocidentalização da oriente, mas a cultura do oriente também nos invadiu e a grande prova disso é o sucesso dos mangas nas bancas. Inclusive estão sendo publicados dois mangas de ótima qualidade, que tratam de samurais famosos.

O primeiro é Samurai X (Rurouni Kenshin), que conta a história de Battousai, o Retalhador, um assassino profissional que trabalhava para o governo antes da Revolução Meiji (revolução cultural e social que houve no Japão a partir de 1868) e teria assassinado centenas de homens. Kenshin, nome verdadeiro do Retalhador, agora é apenas um andarilho que se cansou de matar, mas que acaba sendo perseguido por seus erros no passado. O grande destaque fica para o fato de que ele continua usando uma katana, mas agora com a lâmina ao contrário, ou seja, ele é o único que pode se ferir com ela. Apesar de ser um manga com vários pontos cômicos, Samurai X é uma revista de grande qualidade, tanto no estilo, quanto no roteiro (apesar deste ser um pouco repetitivo) e merece atenção.

O segundo manga se chama Vagabond e trata da história do samurai mais famoso da história do Japão, Myamoto Musashi. Este manga que tem uma arte espetacular e um roteiro profundo e repleto de filosofias, é uma indicação até para aqueles que odeiam os mangas com todas suas forças. Ao longo da história, Musashi caminha pelo Japão desafiando todos mestres do Kenjutsu (arte de lutar com a Katana) numa jornada de aprimoramento e até de autoconhecimento, que o levará a ser o melhor entre todos.

E quem não se lembra do clássico Lobo Solitário? Um dos melhores mangas sobre samurais já feitos até os dias de hoje (certamente o melhor que já aportou em terras brasileiras). Lobo Solitário narra a história de Ito Ogami, que desiste de sua honra para salvar o filho Daigoro e vingar a morte de sua esposa tramada por grande conspiração.

Mas os samurais não habitam apenas os mangas. O mestre Frank Miller (ok, ele não escreveu Cavaleiro das Trevas 2, foi tudo uma grande armação!!) já arrasou com a mini-série Ronin, que apesar de não ter sido nenhum sucesso comercial, realmente é um show de história. Só para se ter uma noção, a história começa no Japão Medieval, mas posteriormente já estamos no… futuro!!?!

Mas os samurais não habitam apenas os quadrinhos. Mesmo nas telonas podemos ver inúmeros filmes tratando sobre esta nobre casta do Japão Antigo. Eu poderia citar algumas dúzias aqui, mas posso simplificar citando os filmes do genial diretor japonês, Akira Kurosawa.

Sete Samurais é certamente o filme mais famoso de Kurosawa e provavelmente o melhor tratando de samurais. Sete samurais (dãã) com pensamentos e atitudes completamente distintos se unem para proteger uma pequena vila de bandoleiros. Este filme foi uma das bases para Sete homens e um destino, mas “Ran”, “Trono Manchado de Sangue” e outros filmes de Kurosawa ainda são fenomenais fontes sobre a cultura japonesa e sobre os samurais.

Não gosta de filmes antigos? Não há problema. Que tal “Last Samurai” que está saindo do forno (estréia nacional em Janeiro/2004)? Uma super produção americana que tem Tom Cruise no papel principal e pelo que já deu para ver é inspirado na história do livro Shogun de James Clavell.

Para ninguém dizer que Sobrecarga não é cultura, indico também alguns livros que trarão muitas informações sobre samurais, o primeiro é Shogun (ou mesmo Xogum), que fala de um pirata inglês que acaba naufragando no Japão durante uma guerra civil. Ele acaba sendo uma espécie de “Curinga” nesta guerra e recebe pouco a pouco treinamento de samurai. É um livro interessante no sentido de vermos o choque das culturais ocidentais e orientais.

Agora, certamente o melhor livro de samurais é Musashi – sim o mesmo indivíduo do manga – que certamente é um dos melhores livros já lançados. São dois gigantescos volumes de 900 páginas (CADA!!), mas certamente cada página vale a pena. Só uma outra curiosidade é que foi Musashi quem criou o estilo de lutar com duas espadas ao mesmo tempo, que é algo um pouco banalizado nos filmes atualmente.

A coluna já passou da conta, o editor já vai fazer cara feia, mas não posso deixar de falar dos samurais nos jogos. Legend of the Five Rings (L5R) é um cenário (mundo fictício) inspirado no Japão Medieval e nos ensinamentos de Musashi e você pode joga-lo tanto como um jogo de cartas (Card Games) quanto em RPG. O mais interessante é que este cenário tem uma história ativa que é criada a partir das vitórias no jogo de cartas e esta história é complexa, interessante e muito envolvente.

Bem, como sempre a minha pergunta inicial não ficou muito bem respondida, mas certamente eu lhe dei ainda mais motivos para gostar de samurais e procurar saber mais sobre eles.

Rafael Cardoso, pensando em como pode se esquecer de Samurai Jack

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