O LIVRO DO INOCENTE
(escrito no substituto de Jerome, o sueco mais jovem)
Peito
Este é um livro inocente – não usado e não lido,
Um inocente com trezentas páginas branco-leite,
E sem ilustrações.
Barriga
As páginas estão ainda empoeiradas
Com um pó branco do fabricante
As páginas sabem doce – como leite aguardando a
Ferroada da pena,
A tinta que suja
E os intrometidos pelos do pincel,
Todos buscando invadir os
Intrincados espaços do corpo virgem.
Costas
A lombada é tensa – costurada firme,
Esperando dobras e quebras.
Nádegas
As páginas quedam lisas e frescas – os músculos
Macios das páginas.
Nenhuma carne desnecessária
Foi encorajada a se exceder pelo tatear casual.
O polegar úmido do leitor expectante ainda não marcou os tecidos
Delicados deste magro limpo sorridente volume.
Separe-me,
E abra-me à força,
Para o prazer.


